Com atuação em seis estados, Grupo Chavantes exemplifica como o modelo de OSS tem ampliado a eficiência e a qualidade na gestão da saúde pública
Assessoria de Comunicação
As Organizações Sociais de Saúde (OSS) têm ganhado espaço na gestão de unidades públicas no Brasil. Segundo levantamento do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), em 2022 mais de 1.700 estabelecimentos, entre hospitais, UPAs, ambulatórios e unidades básicas, estavam sob gestão de OSS.
O estado de São Paulo concentra 60% dessas unidades, seguido através do Rio de Janeiro (21%) e Minas Gerais (6%).
As OSS são entidades privadas sem fins lucrativos contratadas através do poder público para gerir serviços de saúde. A contratação ocorre com o auxílio de contratos de gestão com metas quantitativas e qualitativas, prazos e indicadores de desempenho.
O repasse de recursos fica atrelado ao cumprimento dessas metas, o que estimula resultados e eficiência. Essas entidades têm autonomia para contratar equipes, conseguir insumos e organizar fluxos com mais agilidade.
Letícia Bellotto Turim, presidente do Grupo Chavantes – oitava maior entidade do setor no país, explica que o modelo surgiu para modernizar a gestão pública, particularmente em regiões com alta demanda e necessidade de respostas rápidas. Na área de Chavantes, Marília e Ourinhos o Grupo Chavantes fica à frente da gestão da Santa Casa de Chavantes, Samu de Marilia e o Samu de Ourinhos.
O modelo traz uma lógica de eficiência, com foco em resultados e na qualidade do serviço prestado, ressalta Leticia. “É uma forma de gestão com metas claras, contratos fiscalizados e foco no cidadão. A grande diferença está na agilidade para resolver questões do dia a dia, sem a burocracia que muitas vezes compromete o funcionamento das unidades públicas”, afirma.
Conforme a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, essas instituições são até 52% mais produtivas e 32% mais econômicas em comparação aos serviços geridos diretamente através do Estado.
Uma pesquisa da Planisa, empresa que tem especialização em gestão financeira na saúde, apontou que as OSS’s diminuiram as despesas administrativas para 6,5% da receita total, enquanto nos estabelecimentos privados o índice ficou em 8,9%.
Em produtividade, as OSS’s alcançaram taxa média de ocupação de 79%, frente a 65% dos hospitais beneficentes e 62% dos privados.
APERFEIÇOAMENTO – Essas organizações se evidenciam através da formação de equipes instruidas e por uma gestão profissionalizada, que favorece a alocação efetivo de recursos e diminui desperdícios. Também adotam boas práticas de governança, com impactos positivos no atendimento ao paciente.
“A flexibilidade na tomada de decisões e na implantação de novos protocolos melhora a experiência do usuário. Esse dinamismo torna os processos mais ágeis e adaptáveis, o que é essencial diante de demandas emergentes e das mudanças nas necessidades da população”, explica a presidente do grupo.
Além de tudo, as OSS’s introduziram protocolos atualizados, métodos modernos de gestão e maior capacidade de inovação, contribuindo para a melhoria contínua dos serviços proporcionados através do SUS.
O Grupo Chavantes é um exemplo dessa atuação. Presente em seis estados e 20 municípios, fica entre as dez maiores OSS do país. “A proposta da nossa instituição é unir eficiência administrativa ao cuidado humanizado. A gestão permite formar equipes com mais rapidez, manter o abastecimento de insumos e acompanhar os resultados com base nos indicadores contratuais”, esclarece Letícia.
De acordo com o estudo do IEPS embora a maioria das unidades sob gestão de OSS’s seja estabelecida por postos de saúde e UBSs (52,8%), o modelo tem avançado em hospitais e serviços de urgência e emergência. Em 2022, 248 hospitais públicos e 194 UPAs e prontos-socorros estavam sob responsabilidade dessas organizações — 9% e 12% do total, consecutivamente.
Dados do IEPS mostram que a experiência das OSS impacta diretamente os resultados. Hospitais administrados por organizações consolidadas apresentaram crescimento médio de 54% nas internações cinco anos depois de a transição. Entre as iniciantes, o aumento foi de 21%. A mesma lógica se aplica à rotatividade de leitos: 41% nas com mais experiência, contra 1,1% nas demais.
Para a presidente do Grupo Chavantes, os números confirmam a necessidade da profissionalização da gestão pública. “Quando uma OSS amadurece seus processos, os resultados aparecem. A saúde pública precisa disso: gestão qualificada, metas bem definidas e compromisso com o cuidado às pessoas”, conclui.
SOBRE O GRUPO CHAVANTES – A OSS (Planejamento Social de Saúde) Grupo Chavantes gerencia 35 projetos espalhados em seis estados brasileiros, o que a posiciona como a oitava maior entidade do setor no país, com uma gestão anual de aproximadamente R$ 720 milhões.
Com informações de Negocião

