Com o calor e os ventos fortes, as queimadas pioram na área
Alexandre Mansinho
A área de Ourinhos, no sudoeste paulista, fica vivendo uma crise ambiental com altas temperaturas, baixa umidade do ar e aumento de queimadas. A Defesa Civil de São Paulo emitiu uma notificação de alto risco de incêndios florestais para a área, válido até domingo (8). A combinação de calor intenso, vegetação seca e ausência de chuvas coloca toda a área em estado crítico, conforme com o Mapa de Risco de Incêndio do Centro de Gerenciamento da Defesa Civil Estadual (CGE).
A situação é agravada através da piora na qualidade do ar, consequência do tempo seco e da concentração de partículas de poluição nas camadas mais baixas da atmosfera. Os belos pôr do sol alaranjados observados nos últimos dias são, na verdade, reflexo da alta poluição associada ao fenômeno.
A Defesa Civil reforça a necessidade de medidas preventivas para impedir novos focos de queimadas. Entre as principais recomendações estão impedir acender fogueiras em regiões de vegetação seca, não descartar bitucas de cigarro nas pistas e não usar fogo para limpeza de terrenos rurais. Essas ações são essenciais para preservar a segurança do povo e amenizar os danos ao meio ambiente.
Além do risco de incêndios, a seca que afeta Ourinhos faz parte de um fenômeno mais amplo. De acordo com o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), o Brasil enfrenta a maior seca dos últimos 70 anos, impactando 58% do território nacional. A estiagem já afeta quase 4 mil municípios, com centenas de cidades em situação extrema.
As queimadas em Ourinhos e nas regiões próximas refletem a crise hídrica e ambiental que atinge o país. Dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) registraram 5.724 focos de incêndio ativos no Brasil, o que agrava ainda mais a situação nas regiões já afetadas através da seca prolongada.
Imagens: EnDia/Negocião.
Com informações de Negocião

