Capacitação pretende reforçar o diagnóstico precoce e combater o preconceito associado à doença
Nesta semana, a Secretaria Municipal de Saúde de Ourinhos planejou uma palestra voltada para agentes comunitários de saúde, ministrada através do infectologista Dr. Diogo Reginato. O objetivo do acontecimento foi capacitar os profissionais sobre hanseníase, evidenciando a relevância do diagnóstico precoce e a luta contra o estigma social que ainda envolve a doença.
A hanseníase, conhecida popularmente como lepra, é uma enfermidade infecciosa que pode ser cuidada e curada quando reconhecida a tempo, impedindo complicações graves. Durante a capacitação, foi reforçada a necessidade do papel dos agentes comunitários, que, ao estarem em contato direto com as famílias em suas visitas diárias, são importantes na reconhecimento de possíveis casos e na disseminação de informações corretas, auxiliando a desconstruir preconceitos e encorajando a procura por atendimento médico.
Entre os temas abordados na palestra, destacaram-se os indícios e sintomas iniciais da hanseníase, os jeitos de transmissão, o tratamento grátis oferecido através do Sistema Único de Saúde (SUS) e as ações preventivas para diminuir a disseminação da doença em Ourinhos.
O secretário municipal de saúde, Diego Singolani, ressaltou o comprometimento da gestão com a educação continuada dos profissionais da área: “Capacitar nossos agentes é um passo essencial para assegurar um atendimento qualificado e humanizado, refletindo diretamente na qualidade de vida da população”.
Essa iniciativa faz parte das ações do Janeiro Roxo, campanha nacional que pretende conscientizar sobre a hanseníase, reforçando a necessidade do enfrentamento ao preconceito e incentivando a busca por tratamento. No decorrer do mês, outras atividades educativas e preventivas serão promovidas através da Secretaria de Saúde, com o objetivo de diminuir os índices da doença no município e promover o bem-estar dos moradores.
O Janeiro Roxo destaca a necessidade de se falar sobre hanseníase, uma doença que, apesar de cercada por tabus, tem cura e tratamento quando diagnosticada precocemente.
Com informações de Notícias Regionais


