Movimento é de alerta e não existe indicativo de greve; nova rodada de negociação fica prevista para segunda-feira, 24 de agosto
Marcília Estefani
Agências bancárias de Ourinhos e de cidades da área permaneceram fechadas ao público na próxima quinta, 20, durante uma paralisação de 24 horas dos bancários. O movimento integra a Campanha Nacional dos Bancários 2026 e ocorre em meio às negociações da categoria com representantes dos bancos.
Em Ourinhos, agências da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Santander e Bradesco ficaram fechadas e sem atendimento ao público, conforme apuração do EnDia.
Conforme o Sindicato dos Bancários, a mobilização também atingiu municípios da área, com fechamento de agências em Chavantes, São Pedro do Turvo, Ipaussu e Piraju.
Apesar da abrangência do movimento, a paralisação tem duração de exclusivamente 24 horas e não se trata de greve. Até o momento, também não existe indicativo de greve nem estado de greve decretado através da categoria.
Com o encerramento da mobilização, a previsão é de retomada normal do atendimento bancário na próxima sexta, 21.
Paralisação foi aprovada em assembleia
Em Ourinhos e área, os trabalhadores são representados através do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Marília e Área.
A entidade realizou assembleia geral extraordinária na segunda-feira, 17, quando foi aprovada a paralisação das atividades por 24 horas na próxima quinta.
O sindicato comunicou formalmente as instituições financeiras e os cidadãos sobre a decisão, em cumprimento às exigências previstas na legislação.
A mobilização também recebeu apoio de sindicatos ligados à Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS). Segundo informações divulgadas pelas entidades sindicais, 87,39% dos que participam da votação aprovaram a paralisação, enquanto 97,11% rejeitaram a proposta apresentada pelos representantes dos bancos.
O que os bancários reivindicam
Entre as reivindicações econômicas apresentadas através da categoria estão reposição da inflação, aumento real dos salários, valorização dos pisos salariais, vale-alimentação, vale-refeição e Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
Um dos pontos de divergência envolve, segundo o sindicato, uma proposta para adoção de reajustes diferenciados conforme faixas salariais — menores, intermediários e maiores salários — além do congelamento do piso de ingresso.
As entidades sindicais argumentam que a adoção de reajustes diferenciados pode prejudicar a unidade da categoria e direitos conquistados no espaço das negociações coletivas.
A pauta não se restringe às questões salariais. Em material divulgado durante a paralisação desta quinta-feira, os bancários também defenderam melhores condições de saúde e qualidade de vida, enfrentamento ao adoecimento no trabalho, valorização dos trabalhadores do setor bancário e maior respeito e dignidade para a categoria.
Nova negociação fica prevista para dia 24
A paralisação desta quinta-feira foi definida como uma mobilização de alerta, e não como começo de uma greve.
As negociações seguem e uma nova rodada fica prevista para segunda-feira, 24 de agosto, quando representantes dos trabalhadores e dos bancos necessitarão voltar à mesa para colocar em discussão as reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários 2026. A negociação ocorre também às vésperas da data-base da categoria, no mês de setembro.
Com informações de Negocião

