Quando se fala em administração pública, é comum que as atenções estejam voltadas para obras, inaugurações e grandes investimentos. Mas existe um trabalho silencioso, realizado diariamente nos bastidores, que faz toda a diferença para o funcionamento da máquina pública: a organização dos seus processos e a gestão responsável do patrimônio municipal.
Foi com esse compromisso que assumi os trabalhos junto ao Pátio Municipal. O Pátio está longe de ser apenas um espaço para guardar veículos e equipamentos. É um setor estratégico da Prefeitura, responsável pelo controle patrimonial, pelo almoxarifado, pelo abastecimento da frota, pela guarda de bens públicos e pelo apoio às diversas secretarias. Quando esses setores funcionam de forma organizada, toda a Administração ganha eficiência.
Ao iniciarmos esse trabalho, encontramos uma estrutura que precisava ser reorganizada. Era necessário estabelecer controles mais eficientes, revisar procedimentos administrativos e dar ao patrimônio público a importância que ele merece.
Uma das primeiras medidas foi promover um amplo levantamento dos bens existentes, reorganizando espaços, identificando materiais e equipamentos e iniciando um processo de atualização patrimonial. Nosso objetivo era simples: fazer com que a Prefeitura conhecesse, de forma precisa, aquilo que pertence ao município, permitindo melhor utilização dos recursos públicos e maior transparência na gestão. Também promovemos mudanças importantes nos procedimentos relacionados ao abastecimento da frota municipal, buscando ampliar o controle, a rastreabilidade e a responsabilidade na utilização dos combustíveis. Da mesma forma, aperfeiçoamos os procedimentos do almoxarifado, fortalecendo o controle de entrada e saída de materiais, a organização dos estoques e a padronização dos fluxos administrativos.
Outro desafio foi reativar a gestão patrimonial do município. Durante muito tempo, esse setor deixou de receber a atenção necessária. Trabalhamos para devolver protagonismo ao patrimônio público, intensificando levantamentos, identificações e a organização dos bens municipais, criando condições para recuperar aquilo que ainda possui utilidade e dar destinação legal e transparente aos materiais considerados inservíveis.
Esse trabalho culminou na preparação de toda a documentação necessária para que o município pudesse realizar o leilão de bens inservíveis. Em 6 de maio de 2026, por meio do Memorando nº 89/2026, encaminhado pelo então Secretário Adjunto de Governo à Secretaria Municipal de Administração, foi oficialmente solicitada a abertura do processo licitatório. Toda a documentação técnica já havia sido organizada, permitindo que o procedimento seguisse regularmente dentro da legalidade.
Ao deixar a função, o processo permaneceu em andamento, demonstrando que o trabalho foi estruturado para produzir resultados permanentes e não apenas ações pontuais.
Tenho orgulho de ter participado desse momento ao lado da atual gestão. Enquanto muitos enxergavam apenas um depósito de materiais, nós enxergamos um setor estratégico que precisava voltar a funcionar com organização, planejamento e responsabilidade.
Essa forma de administrar acompanha o mesmo compromisso que hoje vemos em outras áreas do município. Assim como a gestão está retomando políticas habitacionais que permaneceram estagnadas desde 2019, também buscou reorganizar setores internos que, por muitos anos, aguardavam modernização e maior eficiência administrativa.
Gestão pública eficiente não se resume a construir novas obras. Também significa cuidar daquilo que já existe, preservar o patrimônio da população, aperfeiçoar processos, economizar recursos e garantir transparência em cada decisão administrativa. São ações que muitas vezes acontecem longe dos holofotes, mas que deixam resultados duradouros. Organizar o Pátio Municipal foi, acima de tudo, organizar a própria administração. E quando a gestão coloca a casa em ordem, quem realmente ganha é a população.


