De acordo com o governo de SP, estão previstos R$ 5,8 bilhões em investimentos e a duplicação de 147 km de pistas da área
Da redação
O Governo de São Paulo faz na próxima sexta, 5 de setembro, às 10h, na sede da Bolsa de Valores (B3), em São Paulo, o leilão de concessão do Lote Paranapanema, que reúne 285 quilômetros de pistas no interior de São Paulo, entre elas trechos da Pista Raposo Tavares (SP-270), entre Ourinhos e Itapetininga.
As empresas Infra BR V Missouri Holding III SA, CS Infra e o consórcio Viaja SP entregaram propostas na B3 na segunda-feira, 1º. O contrato terá duração de 30 anos e estima R$ 5,8 bilhões em investimentos privados, com foco em segurança viária, fluidez no tráfego e desenvolvimento regional.
A proposta vencedora deve oferecer o maior desconto à contraprestação usada de referência, no valor de R$ 310 milhões ao ano, conforme o governo de SP. O leilão para concessão do Lote Paranapanema será com início das 10h.
O lote abrange trechos de pistas complementares: SP-189; SP-278; SPA-204/270; SPA-245/270; SPA-326; SPA-312.
Investimentos – O projeto estima R$ 5,8 bilhões em investimentos privados no espaço de 30 anos. Nas melhorias previstas estão outras obras, como: duplicação de 147 quilômetros de pista, 29 novas passarelas, 84 paradas de ônibus e 56 quilômetros de acostamentos. Além de tudo, também estão previstos 13 quilômetros de vias marginais, 15 dispositivos de desnível e 39 em nível.
Ainda conforme o governo, essas obras podem causar um impacto regional, consolidando um novo corredor para o agronegócio, ligando o interior de São Paulo com a área Centro-Oeste ao Porto de Santos, sendo essa uma alternativa à Pista Castello Branco (SP-280).
Um dos diferenciais do projeto é a implantação do Siga Fácil, sistema de pórticos eletrônicos que substitui as praças físicas e permite a tarifa proporcional à distância percorrida. A leitura é feita de forma automática com o auxílio de tags e placas, trazendo mais fluidez e segurança.
O sistema, no entanto, só entrará em operação depois de a entrega das vias marginais sem custo, defendendo que o tráfego local — em particular o deslocamento entre bairros — não seja tarifado. A separação entre o tráfego de longa distância e as marginais que atendem o comércio e moradias tornará o corredor mais efetivo e diminuirá os conflitos viários. A solução traz benefícios aos usuários em todo o segmento concedido, ao otimizar o fluxo de veículos, diminuir os congestionamentos e diminuir tanto o tempo de viagem quanto a emissão de CO₂, já que não haverá a necessidade de paradas em cabines físicas.
Consolidação da Raposo Tavares – O Lote Paranapanema se soma aos projetos Nova Raposo e Rota Sorocabana, concedidos em 2023, formando um corredor plenamente duplicado e instruido da Raposo Tavares. A estimativa do governo estadual é que essa configuração aumente a atratividade da pista, distribua melhor o fluxo de veículos e reduza a pressão sobre a Castello Branco.
Com informações de Negocião


